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13 janeiro, 2012

luz


minha avó sempre acende uma vela quando sabe que um dos seus precisa de luz: quando a decisão é dura; quando a estrada é comprida; quando o desafio é imenso, certamente haverá aquela chama acesa com todo o amor do mundo, a envolver o destinatário nas teias invisíveis da fé e da esperança. quando vim viver em são paulo, e a cidade me assustava tanto, me amparava a ideia de que sua oração noturna, diariamente repetida, me protegia – a mim que sou sua neta e afilhada. estar nas orações delas era quase estar em casa.
minha mãe herdou a tradição e também acende velas nos momentos críticos.
eu sempre entendi o gesto, mas hoje em dia, com enteadas que andam pela cidade e viajam sozinhas, com a autonomia que a vida dos membros da família vai ganhando, com as viagens, as novidades, os novos passos do rodrigo pelo mundo, entendo mais. entendo melhor essa vontade de recolher os queridos, de estender sobre eles a proteção e a luz, de ajudá-los a não se perderem, de esperar que vão e voltem a salvo. acendendo esse farol para, imaginariamente, reconstituir a proteção uterina da casa, enquanto os filhos todos à vista e a imensidão do mundo no quintal. acendendo esse farol também, deusnoslivre, para que em caso do pior, eles terem o que lhes guie no outro mundo.
acender velas é o que resta às mães e às mulheres quando a família se amplia, transborda o portão da casa.
me crescem os filhos e também eu sinto essa urgência em renovar os modos de dar a luz.

20 maio, 2011

Maternidade



A rede de segurança enquanto a gente aprende a pisar os caminhos difíceis e cheios de desafios. Se tudo der certo, a teia fica tecida mesmo é no de dentro - pra gente não tombar tão feio quando cair em si.
Posted by Picasa

13 outubro, 2010

Cinco anos


E hoje é aniversário do Rodrigo: cinco anos. Tão pequeno, tão enorme, esse serzinho que é nosso companheiro.

Este ano ele dispensou a festa; preferiu ir para a praia, ter um tempo de atenção só pra ele sem competir com trabalho, tarefas da casa ou mesmo o nosso cansaço. Foi o que ele me explicou na sexta-feira antes da viagem: "viajar é bom, mãe, porque você e o papai não trabalham, descansam um pouquinho...". Mesmo com o frio e a chuva que nos trouxeram de volta antes do combinado, foi mesmo uma delícia passear com ele de mãos dadas pela areia, dar muitos abraços no mar gelado, catar conchinhas desconfiando de que ali dentro ainda tinha bicho, deixar pegadas na areia, fugir da chuva, vê-lo experimentar o pé de pato na piscina...

Eu me surpreendo sempre, não posso negar. Com essa criança querida e tagarela; esse menino que já foi Gohan dentro da minha barriga, já foi bebê sempre no colo e agora é toda uma comprideza de pernas e braços, que se esticam elásticos para ampliar o mundo.

Na semana passada ele cortou o cabelo, e é sempre muito engraçado porque demoro a me reacostumar - fico estranhando, tomo sustos... reaprendo a vê-lo: a sobrancelha tão igualzinha à do pai, que estava escondida sob a franja, os olhões de mangá, de cílios tão compridos que chegam a fazer cócegas na vida toda vez que ele pisca. Todo misturado, mas tão ele mesmo, esse menino.

É tão pequenino, em tudo aquilo que ainda não conhece. E tão imenso, de tantas possibilidades. Super companheiro para passeios a pé, jogos de tabuleiro ou cartas, aventuras culinárias, viagens, danças, festas à fantasia, caretas estranhas, preguiças matinais, pinturas a dedo, brincadeiras de massinha e filmes de aventura. Cheio de doçuras e brabezas - ambas igualmente intensas.

É coisa querida da vida, esse menininho de cinco anos. Bem menos meu do que já foi: vai saindo do colo, para caminhar ao lado. Parabéns, Rô! E mil beijocas na ponta do seu nariz-meleca.

08 outubro, 2010

Manteiga

Este semestre, as quintas-feiras têm sido de muita correria, já que dou aula à tarde e à noite. Mais do que isso, tem sido também de muita saudade do Rodrigo, pois o levo na oficina de brincadeira de manhã e é o Edu quem pega, leva para almoçar, leva na escola... E quando chego em casa, às 11h, o menino já está bem longe, nos braços de Morpheus.

No começo, quando comecei a dar aulas à noite, ele ainda conseguia adotar umas estratégias de acordar quando eu chegasse - dormia às 7h, sem jantar e por volta das 11h levantava, para um lanchinho e um carinho. Mas depois foi se acostumando e aí a gente só se via mesmo no outro dia de manhã.

Ontem, mal tinha chegado em casa, de repente vejo um menino muito saltitante e sorridente passeando pela casa. Todo feliz! Tão querido! Me deu um beijo, conversou um pouco e depois voltou a dormir.

Hoje de manhã, conversando com ele, comentei: "filho! você ontem acordou de noite". E ele, muito docemente, me dando um beijo na testa, "foi pra ver você, mamãe".

O coração cresce-cresce dentro do peito, chega a perder a borda de tanta ternura. Feito calda quente que se esparramasse macia, cavando novos caminhos por onde inventa escorrer. Meu coração de mãe, às vésperas dos cinco anos do Rodrigo, agora é assim: inteiro estriado de sustos e surpresas, sulcado das enchentes súbitas de tantas doçuras inesperadas.

30 junho, 2010

A Toy Story

Não, não vou falar do filme. (A gente até foi ver no fim de semana de estréia e eu tinha pensado em escrever a respeito já que o curta é lindo, o filme é muito bom, eu chorei em bicas, o Buzz Lightyear é a melhor personagem ever... Mas acho que perdi o momento oportuno e agora fiquei vazia de vontade de falar do assunto). Então, retomando, não é sobre o filme que vou escrever, mas sobre o brinquedo predileto do Rodrigo: o Amigão.

Desde que o Rodrigo tinha um ano, ele adora um boneco de pano que herdou da minha sobrinha - uma espécie de travesseirinho, com roupa xadrez e mãozinhas e perninhas mamolengas. Já falei dele algumas vezes, porque foi devido ao Amigão que acabei me aventurando no mundo da costura, e, como uma coisa leva a outra, foi por causa dele que aprendi a fazer softies variados, comecei a fazer barras de calças em casa e, por tudo isso, até ganhei uma máquina de costura de presente da minha avó. É que, volta e meia, a roupa do Amigão tinha que ser refeita e aí, nessa de praticamente costurar um novo Amigão, acabei tomando gosto pela coisa.

O Amigão já viveu várias aventuras. Como o Rodrigo não dorme sem ele, já rolou lavá-lo e em seguida secá-lo no forno (e já rolou também de eu, atrapalhada, errar na regulagem do forno e queimar todo o forro do bichinho - e dá-lhe costurar um novo forro!); já rolou esquecê-lo na casa de um amigo ou na padaria;  já houve tentativas de substituição, sempre frustradas... E o Amigão já foi muitas vezes à escola, ao parque, ao cinema. Até na médica ele ia junto, para ser pesado e medido, cuidador zeloso que o Rodrigo é.

O Amigão é o companheiro-mor do Rô: já foi lenço, já foi saco de pancadas; é companhia na hora de dormir; é com quem ele aprende a ser pai; é com quem ele aprende a respeitar os limites do outro, menorzinho, mais frágil (vira e mexe ele vinha me explicar as razões pelas quais o Amigão não podia fazer certas coisas, por ser pequeninho, por ser neném...).

Imaginem então vocês o susto que tomamos ontem, depois de voltar da visita à médica (e o Amigão continuava pesando seus 100 gramas!), e constatarmos que o Amigão não estava. Procura dali, procura daqui, refaz mentalmente os passos, liga pro supermercado onde paramos para beber água, liga na companhia de ônibus e nada de Amigão.

Meu coração doído ao ver os esforços do Rodrigo em conter o desespero. "Acho que ele caiu na rua, mãe!"; "Acho que ele está triste e sozinho"... Pior mesmo quando ele me confidenciou: "mas mãe, eu sei o cheiro dele"!

E não é mesmo absurdo que possa desaparecer no mundo aquele pedacinho de coisa que a gente ama a ponto de conhecer os detalhes, de saber de cor o cheiro? Não é da memória desse convívio intenso e cotidiano que a saudade é feita?

Choramos, lembramos, nos doemos. E ele me pediu para fazer um novo Amigão. E eu, tão triste quanto ele, fui fazer. Montei a máquina, cortei os panos, costurei os pedaços. Ficou a cara do antigo. Mas não era o antigo. Na hora de desenhar os olhos, a boca e o nariz, Rodrigo se lembrou do detalhe: "mãe, ele tinha uma coisinha assim no nariz", um pequeno restinho do traço que fez o círculo; fizemos igual. Mas não era o mesmo Amigão - não tinha vivido com o Rô tudo o que o velho viveu, não tinha o mesmo peso, nem o mesmo cheiro.

Rodrigo dormiu agarrado ao novo Amigão e ao fiapinho de esperança que tivéssemos esquecido no ônibus e hoje estivesse nos Achados e Perdidos. Fiapinho frágil, eu sabia, o que só me dava mais tristeza de antecipar a frustração mais uma vez.

"Tomara que alguma criança boazinha o encontre e cuide bem dele", era o que eu pensava. É que também me afligia pensar no Amigão abandonado em alguma calçada ou, pior ainda, jogado no lixo. Coisas que carregam tanto amor não deviam sumir assim.

Às dez ligamos novamente na empresa de ônibus. Infelizmente, só sacolinhas, casacos e muitos documentos. Rodrigo chorou de novo.

Quando comecei a escrever esse post, o final da história era triste: Amigão desaparecido no mundo, nós com saudade, lamentando a perda.

Mas eis que, descendo para encontrar o Edu, esperávamos na calçada e, de repente,  o Rodrigo me puxa e aponta: "olha, mãe, é o Amigão!". Atordoada, olho pro chão e vejo o Amigão, ensopado, sujo, atropelado... Mas lá. Era ele mesmo. Feliz, peguei o bichinho que agora está na máquina de lavar, tomando um merecido banho.
Não sei onde o perdemos, talvez tenha sido mesmo logo aqui, no portão de casa. Mas a meninice dentro de mim me sussurra que não - que o perdemos mais longe, e que ele aproveitou a noite escura para vir andando até aqui, com suas perninhas malemolengas, seu corpinho que nem pára em pé e, sobretudo, com o amor imenso que ele tem pelo Rodrigo - cujo nome está impresso na costura de sua roupinha.

É bobagem, eu sei. Mas o retorno do Amigão me renovou a fé e a esperança. Na vida. No encontro. No amor.

(E talvez, falando do Amigão, eu esteja afinal também falando do filme...).

06 junho, 2010

Presença (e Ausência)

Feriado prolongado, Rodrigo desde sexta-feira fazendo febres, querendo colo, tomando pequenos e contínuos goles de água de coco... Cansaço e preocupação e também muitos pensamentos sobre essa relação de cuidado que vai se transformando: quando ele era menor, em algum ponto entre bebê e criança, o colo o acolhia, o peito o alimentava e hidratava, dormir perto nos acalentava a ambos. A doença ia e vinha e os modos de cuidar continuavam. Já faz um tempo que não é assim, que a doença vem e vai e a gente aprende o quanto ele cresceu - choraminga, quer presença, em tempo mais largo que o integral, mas já aprendeu que o colo não faz melhorar mais rápido. Me emociona, porém, saber que, apesar disso, acorda com febre à noite e procura as minhas mãos. Me emociona que apesar das minhas falhas e da minha impotência diante das dores que são só dele, ele me queira por perto mesmo que para dizer somente "eu estou aqui".

E para termnar esse post meio nonsense, registro um trechinho de Alan Pauls, selecionado pela Taísa (via Facebook), perfeito para falar desses fogos brandos que a gente vai carregando vida afora, lembranças mornas daquilo que nos falta:

"porque há estados de alma tão incandescentes que abordá-los é renovar seu ardor e arder... só é possível, então, afastar o olhar... fazer de conta que ainda resta algo no mundo que as chamas ainda não consumiram, até que o tempo, única força realmente invulnerável, capaz de afetar sem ser afetada, faça seu trabalho e o que era brasa viva seja por fim o tênue eco de um calor, uma cinza inofensiva" (Alan Pauls, O Passado).

28 março, 2010

Dia bom, dia ruim

 
Vai daí que hoje tirei o dia pra descansar e ficar com o Rô (parece óbvio que seja isso que se faz num domingo, mas não neste domingo - e explico o porquê no final da semana que começa...). Acordamos cedo, tomamos café, começamos a brincar e a jogar vários jogos, depois fomos passear a pé, tomar sorvete, comprar coisas de jardinagem, e voltamos a brincar... Tudo ia bem. Rodrigo feliz e saltitante e eu também (feliz, não saltitante ;-).

Até que resolvemos comer guioza, porque o almoço ia demorar muito a sair. Edu preparou, e nós sentamos pra comer. Rodrigo contente, conversante, cheio de apetite. Quando ele estava no terceiro guioza, sei lá como, de repente vejo ele fazer cataploft na minha frente! O menino se desequilibrou da cadeira e se espatifou no chão. Fui socorrê-lo, vi que alguma coisa estava sangrando e - com a habilidade ninja das mães que vêem a cria se machucar - mais que depressa peguei o menino pra descobrir onde era o machucado, preocupada porque ele só mostrava dor no quadril.

Finalmente, acabei descobrindo que o sangue todo vinha do queixo: um corte, de uns dois dedos de comprimento. Chamei o Edu e ele conseguiu acalmar a gente (porque eu , confesso, já estava super preocupada achando que ia ter que levar pro hospital pra dar ponto e, mais preocupada ainda, porque achava que o Rô não ia deixar).

O menino ficou meio em estado de choque por umas duas horas, só respondendo sim ou não pra gente. Limpamos o corte e eu fiz pontos de esparadrapo (mais uma habilidade que ser ex-escoteira me deu!). Como o queixo é um lugar difícil de deixar quieto, ainda ficaram saindo umas gotinhas intermitentes de sangue, mas da terceira vez que troquei o curativo, agora à noite, já estava muito melhor e, com o Rô mais calmo, consegui fazer pontos mais firmes, de modo que não sangrou mais. Ele já está voltando ao normal dele, bagunceiro e cheio de experimentos, fazendo cinema de sombras na parede do meu quarto.

Mas me deu muita pena ouvir o serzinho pequenininho comentando, no finalzinho da tarde "É, mãe, hoje não foi um bom dia"... Dá um sentimento de injustiça mesmo, ser apanhado assim no meio da alegria e da brincadeira. É como se as coisas nos traíssem. Por mais que o machucado tenha doído, senti que não foi essa a razão dele ter ficado tão assustado e magoado: seu susto e sua mágoa me parecem ter sido fruto, sobretudo, dessa dificuldade de compreender como um dia normal, gostoso, de repente possa ter mudado de caráter.

A gente em geral fica leve quando os dias ruins de repente se iluminam. Mas um dia bom faz a gente se sentir protegido, como se nada pudesse dar errado. Por isso, quando algo dá errado no meio de um dia bom, é um susto imenso. Abre ferida na nossa esperança. E haja esparadrapo pra fazê-la sarar.

Imagem: daqui.

11 dezembro, 2009

Pra rir (e dançar...)

Dica da Flávia! Me acabei de rir!

Mas me deu também um pouco de saudade, de carregar o Rô no sling. Ele continua amando um colo, mas cada vez que a gente o pega, parece que as pernas dele escorrem mais para fora da gente... Ele tá enorme e abandonou o sling e o mei-tai há tempos... um dos meus sling inclusive tá circulando por aí, entre amigas e suas filhotas. Mas que dá saudade de quando era só colocá-lo no meu pertinho e sair por aí, isso dá!

28 abril, 2009

Desabafo

Rodrigo ontem à noite, me abraçando e me explicando a razão de tanta brabeza (foi pós-chilique; dele, entenda-se):
- Mamãe! Eu não gosto quando você faz tese!
Dessa vez, pensa que meu coração ficou manteiga? Lembrei as lições da minha amiga Monika e tasquei:
- Eu não gosto que para terminar a tese eu tenha que ficar tanto tempo trabalhando e ultimamente não consiga brincar sossegada com você nem no final de semana. Mas eu gosto de fazer tese. E eu ia ficar muito infeliz e chata se não fizesse. Então, meu filho, você vai ter que ter paciência e me ajudar.
Já que a culpa não estava nos levando a lugar algum, quem sabe um pouco de risca-de-giz-no-chão não ajuda, né?

26 abril, 2009

Esperança

Já tinha visto comentários sobre esse vídeo em alguns blogs mamíferos, mas ainda não tinha tido tempo para olhar. Então hoje, passeando na Materna Japão (porque essas mulheres maravilhosas não têm fronteiras ;-), vi um título estranho de post: "Comercial de colchão..."

Como a curiosidade matou o gato, fui ver o que era. E então topei com o vídeo, que até então eu achava que era o vídeo institucional de algum governo, estimulando o parto natural.

Surpreendentemente, o vídeo é um mini-documentário sobre uma propaganda de colchão! Só que ao invés de propagar as benesses de um bom sono ou como se evitar dores nas costas, o comercial propõe a cama a partir de seu lugar simbólico, de intimidade, tratando a cama como um espaço familiar, que significa justamente porque sua função não é restrita ao sono: é o lugar do amor, onde as crianças são feitas e onde nascem.

Pode ser minha TPM, pode ser esse cinza, essa falta de sol...Mas achei o vídeo super delicado e emocionante. E perceber que o parto domiliciar e formas de apego (porque o documentário também mostra a relação dos pais com o filho mais velho, super amorosa) podem ser temas de propaganda, me faz um pouquinho mais esperançosa de que existem mudanças em curso.



Bom domingo para vocês!

Update: vou só comentar uma coisa. Pra mim, uma das partes mais legais do vídeo, é quando o pai está falando sobre o parto e diz algo como "parto é um crescendo, crescendo, crescendo até que...tudo se expande". Não é lindo pensar que cada nascimento é um alargamento dos limites da vida? Santa ocitocina, Homem-Morcego!

22 abril, 2009

Para encantar a vida

Recebi a dica da minha querida amiga Paula: dia 9 de maio, às 16h, a Livraria da Vila, vai acontecer o pré-lançamento do CD Teco-Treco, com canções de Luiz Ribeiro, cantado por Tatiana Parra e Gisella. No site dá para ouvir algumas das músicas e eu adorei! Muito suave e delicado, trilha perfeita para dividir momentos gostosos com o filhote! Ou para ouvir sozinho mesmo, para se sentir num mundo mágico e protegido, onde a vida e a boniteza jorram em fontes (tô bobona, ultimamente, que vocês nem sabem...), e a gente nem tem motivo pra ter medo (não deixem de escutar "Assombração").

Outro CD que é assim é "O vôo do Pterodáctilo". Todas as vezes que pergunto pro Rô o que ele quer ouvir, ele fala que é o Pterodáctilo ("o do pitelodátilo", na verdade...). Ele adora todas as músicas, e a gente dança muito ao som de "o peão entrou na roda"! A Adriana Partimpim vem na sequência dos prediletos, assim como Pé com Pé e Canções do Brasil (que eu a-do-ro!). E não posso esquecer dos Cantos de Trabalho, que o Rô ama e eu também - e como não gostar de canções com versos tão poéticos quanto "se eu soubesse que tu vinhas/ fazia o dia maior/ dava um nó na fita verde/ prendia o raio do sol" (cantiga das destaladeiras de Arapiraca)?

Ah, filho, que por você me faço mais espaçosa e procuro suavidades, só para tentar te ensinar o lado bom da vida...Porque todas as canções ficam ainda mais bonitas quando cantadas por você, enquanto você está distraído, entretendo os olhos e as mãos na brincadeira, tão mergulhado no presente que a boca canta pelo prazer da própria voz.

16 dezembro, 2008

Mãe Integral

Com o Rô de férias, ando de mãe em tempo integral (e inclua aí também fazer comidinhas, e cuidar da casa, que a gente não tem ajudante faz tempo!).

Toda iludida a meu próprio respeito, planejei revisar minha dissertação de mestrado - que ano que vem vira livro! - durante as noites. Ontem, primeiro dia sozinhos, eu e Rô, Rô e eu, fomos ao shopping resolver uns últimos presentes e assistir Madagascar 2. Resultado: às 7h40, ele apagou e eu, às 10h30, desabei nos braços de Morpheus...Daqueles sonos ferrados que fazia tempo não curtia, já que ultimamente, acordava pelo menos três vezes para continuar diálogos comigo mesma a respeito da tese...

Hoje também, tive que ir à Polícia Federal no Shopping Light e o levei junto. Pior que fomos bem no horário dele dormir, ele não dormiu e ficou cansado (= andou no colo) e mau-humorado (o Maurice, que almocou com a gente, tá de prova). Fiquei cansadona. Mas sabe que no fundo curti carregá-lo no sling, no meio do centro de São Paulo? Chegamos em casa, ele tomou banho, me ajudou a fazer o bolo de aniversário do Edu, e depois deitamos. Dormi uns dez minutos e ele está lá, curtindo um soninho.

Cansa. Mas também tem um lado bom, que é não chegar perto do computador sem culpa, pelo menos até o Natal. Tô curtindo fazer umas comidas diferentes, uns lanches bacanas. E não canso de ficar impressionada em ver como ele cresce rápido. Fala-fala-fala (segundo a minha mãe, que escutou a conversa dele no telefone hoje de manhã por dez minutos e já ficou tonta: "você era igualzinha, minha filha; de vez em quando, eu queria que você tivesse um botão de liga/desliga"). Vocês vejam: castigo anda a cavalo...

Vou acabar escrevendo menos por aqui, mas é por uma boa razão. E de vez em quando fujo, para contar as artes do pequeno (ou aqui ou n'O Livro de Histórias do Rodrigo), como a de hoje de manhã. Acordei, e como ele ainda estava dormindo, fui tomar banho. Saí do banho e percebi que ele tinha acordado, pois a porta do quarto dele estava aberta. Chamei:
-Rodriiigo!
Ao que ele, descoladíssimo, respondeu:
- E aí?
O melhor foi descobrir que, recém saído da cama, já estava aprontando: lambuzou a perna inteira de arnica (eu tinha esquecido a pomada no sofá ontem á noite, depois dele acordar chorando que a perna estava machucada...).

11 dezembro, 2008

Ternura

Por fim, ontem foi muito gostosa a contação de história. Principalmente porque tinha o “coelho da cartola” do tal do bolo de lobo fofo :-)

Cheguei e as crianças já estavam me esperando na roda, todos lindos. E o Rô, abriu um baita sorriso quando me viu, mas nem veio correndo me abraçar, como de costume. Ficou lá na roda, para ouvir a história.

Ele não tinha visto nem a caixa, nem os fantoches de papel e, portanto, estava tão curioso quanto as outras crianças. Ele só sabia do bolo, mas tínhamos combinado dele não contar pros amigos.



Enquanto decidíamos se eu ia contar na roda ou se íamos fazer de um outro jeito, para que eles não pudessem olhar dentro da caixa, eles ficavam me chamando. O P.G. ficava “Fabiaaana; Fabiaaaná!” e ao ouvi-lo, o U. também começou a me gritar. A A.M., que é uma doçura de menina, me olhava desconfiada mas com os olhos sorrindo. Como eles são queridos! Ainda nesse meio tempo, o F. Veio conversar comigo, me explicando que aquela caixa era um presente de aniversário. Aí perguntei de quem era o aniversário e ele me explicou, paciente, “de ninguém...”.

Bom. Aí fui começar a história. Me apresentei, expliquei para eles que a história que eu ia contar, a minha mãe contava pra mim, mostrei a minha edição do livro (toda detonada, precisando reencadernar). E comecei a história. Mal tinha falado o nome, eles começaram: “Eu tenho esse livro!”, “mas a chapeuzinho é vermelho!”, “será que tem lobo nessa história?”, “ah, tem, e ele vai comer a chapeuzinho!”.

Alguns palpites mais, respondidos, e continuamos. Como a história é bem ritmada, até que eles ficaram mais atentos do que eu esperava. A maior questão mesmo é segurar os palpites, porque eles ficam pirando na continuação da história!


Aí, apareceu o lobo, a Chapeuzinho perdeu o medo, e na hora em que o lobo fala lo-bo umas vinte e cinco vezes, eles me ajudaram, fazendo coro: lo-bo-lo-bo-lo-bo-lo-bo-lo... E então chegou o momento do coelho da cartola: quando a Chapeuzinho manda ele parar, e ele vira um bolo de lobo fofo, tirei da caixa o bolo de chocolate, todo colorido e com vela em cima! A cara deles!!! Eles ficaram boquiabertos e começaram a bater palmas. E aí claro que as últimas páginas foram esquecidas, porque eles levantaram e se amontoaram em volta do bolo. Aí todos foram lavar as mãos – e nessa hora o Rô virou pra mim, super dono das regras do espaço dele, “não pode comer de mão suja, viu?”.

Fui cortando e distribuindo o bolo, tentando driblar as tentativas de sedução, ali no meu ouvido: “Fabiana, primeiro eu, tá?” (e nem era o Rô). Nisso, a A. M. recusou uns três pedaços que ofereci a ela (mas não saía do meu lado). Aí, eu resolvi tentar: “A. vou te contar um segredo: esse bolo de lobo eu fiz com chocolate!”. Resolvido o problema! Ela começou a rir e aceitou o pedaço... As outras crianças entraram na fantasia, mas estavam contentes da vida, comendo perna, orelha, barriga e olho de lobo. Tão bom quando a gente enfrenta o medo e o transforma em bolo de chocolate...

Sei que o Rô estava felicíssimo. E hoje de manhã, pediu para contar e me contou a história umas três vezes. Aí, em um dado momento, parou e me disse: “mãe. Eu 'tou chateado”. Perguntei por que e ele me explicou: “é que eu queria que você fosse de novo na escola, contar a história da chapeuzinho, pra gente comer de novo o bolo do lobo!”.

Já na segunda-feira, em que fui de manhã na aula de capoeira para a qual os pais foram convidados, tinha percebido como eles ficam felizes de terem os pais no espaço deles. É uma explosão de alegria! Tão bonito!

Essas visitas são muito marcantes, ainda mais com essa partilha de histórias...A proposta fechou o ano – que já foi tão intenso e bonito para esse grupo – com chave de ouro. Foi muito emocionante.

* ontem à noite, também rolou o primeiro encontro do grupo do Rô sem ser em festa de aniversário: alguns amigos se encontraram numa pizzaria. Aí, a mãe da L. me contou que foi contar a história da D. Baratinha (que tem fita no cabelo e dinheiro na caixinha). Ela levou uns apetrechos para contar a história e disse que nunca imaginou que eles iam pedir para ver quanto dinheiro ela tinha na caixinha! Mas eles pediram e ficaram muito desconfiados ao ver que estava vazio. Ela apelou para a imaginação “tem um monte de dinheiro, sim, olhem!”, mas eles parece que não acreditaram não...Falei que era um público difícil: eles não deixam nada barato!

07 dezembro, 2008

Bater em criança é covardia


A Flavia foi quem me avisou da blogagem coletiva "Bater em criança é covardia" e eu resolvi participar porque realmente acredito que bater em criança, mesmo que seja uma palmada, é covardia. Covardia e incoerência, principalmente se você está tentando educar o seu filho de forma não-violenta. Por isso, mesmo que muito atrasada, estou escrevendo.

Pensando em como começar, me lembrei de algumas coisas. Minha mãe raramente bateu na gente - e das duas ou três vezes em que isso aconteceu, lembro que foi porque eu e minha irmã realmente a provocamos até tirá-la do sério. Apesar de dar uns gritos de vez em quando, minha mãe era muito tolerante com nossas bagunças, por achar que brincar faz parte de ser criança. Se sempre gostei tanto de conversar com as crianças com respeito à sua inteligência, sem usar voz de nhé-nhé-nhé ou falando errado, sem dúvida aprendi com a minha mãe. Ela conversava, explicava, e poucas vezes lançou mão (com perdão do trocadilho) de palmadas para nos "educar".

Já meu pai batia, sim. Tenho péssimas lembranças de tapas, chineladas, sempre em explosões de raiva. Especialmente na época da separação, em que todo mundo andava à flor da pele e eu, com uns oito, nove anos, expressava minha raiva com aquela situação da maneira como podia - o que às vezes significava bagunças, quebrar coisas, não querer dormir... Só lembro de uma única vez em que não achei injustas as palmadas, e foi numa situação em que ele me deu bronca, avisou da punição e só foi me bater quando chegamos em casa, depois de caminharmos até em casa. Não sei nem se a sensação foi de justiça, ou se foi só porque foi uma das únicas vezes em que não foi uma explosão de irritação.

Eu já bati no Rodrigo, algumas vezes. Em todas as vezes me arrependi muito, depois conversei com ele, pedi desculpas e expliquei que o que fiz não estava certo. E percebi que eu só chegava a esse extremo em situações muito específicas. Da minha parte, acontecia quando eu estava muito cansada ou muito preocupada e, por isso mesmo, ausente (mesmo que de corpo presente). A essa ausência o Rodrigo reagia provocando até o limite, fazendo tudo para me fazer "voltar pra terra". A combinação explosiva era minha falta de atenção + minha falta de paciência para ler nas atitudes do Rodrigo o que ele tentava me dizer, do alto de seus três anos de idade. Reconhecer isso me ajudou a respirar mais fundo, contar até três antes de bater. Mas também me ajudou a cuidar mais de mim, a me ausentar - fisicamente - com menos culpa para estar mais inteira quando estou com ele.

Mesmo já tendo perdido a cabeça em alguns momentos, bater em criança é uma das coisas mais revoltantes pra mim. É covardia porque eles são menores do que a gente, porque eles têm muito menos capacidade de se defenderem e, por isso mesmo, fica marcada no corpo a sensação de impotência diante de uma situação incontrolável. Além disso, há o absurdo de perceber que aquele que deveria nos cuidar e proteger, pode nos agredir. Quebra-se o vínculo de confiança e constrói-se outro, de medo.

Pensar em formas de educação não-violenta passa por recusar essas formas de punição corporal, sim. Passa por construir relações de companheirismo com nossos filhos, e não me refiro aqui a recusar o papel de educador para tentar "ser amigo" dos filhos. Refiro-me à compreensão, à observação dos significados dos comportamentos, a respirar fundo e repetir a lição quantas vezes forem necessárias, à dizer "não" com firmeza e a dar a cada atitude do filho uma dimensão próxima a que ela tem - tentando nos distanciar de nosso próprio cansaço, frustrações, impaciências.

Não que seja fácil; somos, afinal, humanos. Mas podemos aprender, junto com nossos filhos, a enfrentar a agressividade que sentimos de vez em quando. Não tem exemplo melhor que podemos dar a eles.

Desnecessário dizer que estou longe de ser perfeita. Vira e mexe falo mais alto do que gostaria, digo "não" por impaciência, "caio" na provocação do Rô. Mas estou atenta.

Para encerrar, lembrei de uma coisa que o coordenador da escola do Rô disse um dia: que era necessário enfrentar o desafio de educar sem ressentimento, isto é, educar sem se irritar de ter que repetir a lição. As crianças estão aprendendo a viver, e cabe a nós mostrar para elas uma vida onde caibam também os erros, as quedas, as besteiras e os consequentes arrependimentos.

Vejam também outros blogs participantes da blogagem:
o post da Flávia, na Bebedubem
o post da quatro Mamíferas
o post da Rosana, no Diário de uma mãe-mulher-humana

19 setembro, 2008

Apoio à amamentação em São José dos Campos


Depois do post que escrevi, participando da blogagem coletiva na Semana Mundial de Amamentação, fiquei impressionada com a quantidade de pessoas que passaram a chegar ao blog procurando por termos como "amamentação apoio São José dos Campos", ou então "amamentação Projeto Casulo".

Por isso, resolvi pedir autorização à Flavia para divulgar o trabalho que ela vem fazendo em São José dos Campos. A Flavia é doula (e mãe de três filhos lindos) e vem promovendo rodas de conversas sobre gravidez, parto, nascimento, amamentação e cuidados com os bebês e crianças. O trabalho e as rodas são divulgados no blog Bebe du Bem e também na Comunidade do Orkut, Grávidas e Mães de São José.

Amanhã, sábado (20/09) tem roda e o tema é "Attachment Parenting", uma linha de pensamento sobre a maternidade/paternidade que propõe que o vínculo que construímos com os bebês passa pelo colo, pelo carinho, pelo carregá-los junto a nosso corpo, pelo provimento, enfim, de toda a segurança necessária a seu desenvolvimento. A "independência" dos nossos filhos é conquistada um passo de cada vez, na medida do desenvolvimento de cada criança (e dos pais em sua relação com ela).

Então, pessoas que chegam aqui em busca de apoio em São José, fica a dica: procurem a Flavia, pelo blog ou pelas comunidades.

Sobre o Projeto Casulo, o endereço é Rua Paulo Setubal, 68 - Vila Adyana. Telefones: (12) 39413205. Pelas informações que estão na página da Prefeitura, o encaminhamento é feito a partir das Unidades Básicas de Saúde - UBS. Mas vale telefonar para saber se há encontros de apoio à amamentação, por exemplo. Como disse, minha irmã utilizou o serviço, mas isso foi há 11 anos...

Não esqueçamos também o apoio virtual. Na barra ao lado, em "Mulher e Mãe", vocês encontram vários links de grupos de mulheres que apoiam à amamentação. Nas páginas, existem relatos, informações, espaços para perguntas...

Como bem chamou a atenção o tema da Semana Mundial de Amamentação este ano: Apoio é fundamental!

Vejam também:
Matrice
Amigas do Peito
Relatos Matrice (no último dia da semana, é o relato da experiência de amamentação que eu e o meu filho estamos tendo)
MAMA
De Peito Aberto

07 setembro, 2008

Gostosuras

Terça-feira passada foi a primeira vez que o Rodrigo teve a visita de um amigo dele, da escola.

Tudo começou há umas três semanas, depois que a R. veio passar a manhã aqui. A R. é filha da Monika, minha amiga querida, e uns dois anos mais velha do que o Rô. Apesar disso - ou por isso mesmo - os dois se dão super bem, e naquele dia brincaram tanto que o Rô chegou dormindo na escola e a R. também chegou dormindo em casa!

Naquele mesmo dia, voltando da escola, Rô me comunicou: "eu quero que o P. venha em casa!". Eu concordei, dizendo que então ia conversar com a mãe dele para fazer o convite. Aí, passou quase uma semana e eu não encontrava a mãe do P.; enquanto isso, quase todo dia o Rô perguntava ou então me contava alguma conversa dele e do P.: "mãe, eu falei pro P. que ele vai vir aqui e que você vai falar com a mãe dele, tá? E vai ser muito legal".

Finalmente, na reunião de pais, encontrei a mãe do P. e fiz o convite. Ela ainda comentou: "ah, ele disse mesmo que um amigo tinha convidado, mas eu não sabia qual era!". Aí, combinamos tudo.

Na manhã seguinte, contei pro Rô da novidade. Ele escutou, abriu um sorriso e me respondeu: "Então eu vou dizer pro P. que está combinado!".

Na sexta-feira antes da visita, chego para pegar o Rô na escola e vem a professora do Rô me perguntar: "O P. vai na casa de vocês? Eles não falam de outra coisa...".

E na segunda-feira, véspera da visita, foi um frisson total, eles combinaram uma porção de coisas: cheguei para pegar o Rô e o P. veio conversar comigo, que ia ter duas cadeiras, e que eles iam sentar na mesinha, e que eles iam fazer isso, aquilo e aquilo outro...

(Agora, imaginem vocês as conversas que duas crianças de três anos são capazes de ter. Eu, honestamente, fiquei impressionada. O Rô de vez em quando chega contando uns causos - que o Fulano tem esse DVD, que o outro tem um tênis do homem-aranha... - e eu ficava pensando, "Mas será que eles levam na escola essas coisas?". Depois dessa coisa da visita, descobri que não, que eles têm conversas muito sérias e combinam coisas, trocam informações...Um barato!).

Engraçado é que só na véspera é que me dei conta: em geral, confiamos nossos filhos aos nossos amigos, isto é, aos cuidados de pais que são nossos amigos, que conhecemos bem. E a mãe do P. foi muito bacana de confiar em nós, afinal, foi a primeira saída do filhote dela,numa visita à casa de um amigo dele.

Finalmente o dia chegou. Ainda acordamos cedo para deixar um bolo pronto para a hora do lanche. O Rô que fez. Ou melhor, ele fez uma parte e depois ficou entretido demais comendo massa para terminar :-). Mal havíamos posto o bolo no forno e o P. chegou. No começo meio desconfiado, mas em dois minutos já tinham ido pro quarto fazer bagunça.

Eles brincaram tanto que nem lancharam, nem almoçaram. Sentavam e dois segundos depois saíam correndo de volta pros brinquedos...Foi muito gostoso.

Depois do não-almoço, foram os dois para escola. Rodrigo já chegou dormindo, mas o P. estava bem acordado. De tarde, na saída, a professora deles disse que eles ficaram super unidos e contaram um monte de histórias, todo animados.

Essa semana acho que o Rô vai na casa do P., passar a manhã com ele. Vamos ver como vai ser.

E ele já me pediu para convidar o G. para vir aqui também! Estou vendo que até o fim do ano, vamos ter uma visita por semana!

Mas é muito bacana, vê-los brincar, conversar...Perceber como as crianças são diferentes, como resolvem seus conflitos. Aqui no nosso prédio não tem criança pequena e nem sempre conseguimos visitar as avós para encontrar os primos, né? Então, essas visitas são um jeito maravilhoso de adensar os laços que eles vão fazendo na escola.

Tão pequenos, e já vão aprendendo sobre amizade.

02 setembro, 2008

Necessidades Radicais

Ainda hoje comentava com o Mauricio que, desde que comecei a série de posts sobre "A maternidade como experiência", um monte de coisas têm acontecido que me provocam a continuar pensando e escrevendo sobre o assunto. Eu adoraria, se isso não acabasse me fazendo roubar tempo da imensa quantidade de trabalho necessário à conclusão da tese...

Então, infelizmente ainda não é hoje que vou conseguir escrever mais. Mas, num papo no gtalk com a Fabíola, acabei lembrando de um texto que escrevi para comemorar o primeiro aniversário do Rodrigo. Tem um conceito sociológico nele que é bastante importante para o esforço de pensar a maternidade-paternidade como experiências: necessidades radicais.

Então hoje vamos de texto requentado.

***
Rodrigo faz um ano

Foi numa aula de sociologia da vida cotidiana, disciplina que era dada pelo Prof. José de Souza Martins, que pela primeira vez ouvi falar em necessidades radicais. Estávamos acho que no quarto ano da faculdade e completamente pasmos com tudo o que vínhamos aprendendo nessa disciplina – tendo contato pela primeira vez com autores que nos ensinavam que o conhecimento sociológico pode ser muito mais rico, denso e complicado do que a gente vinha achando até então.

O termo – necessidades radicais – era utilizado por uma autora de referências marxistas, Agnes Heller e procurava nomear aquelas necessidades que, não podendo ser satisfeitas dentro do campo de possibilidades definido pelo presente, impulsionavam a sociedade a construir novas formas, novos acordos...As necessidades radicais, assim, eram necessidades de transformação radical de algum aspecto da sociedade. E quando pensado no interior de uma sociologia da vida cotidiana, as necessidades radicais também tinham a ver com inconformação.

Mas não escrevo hoje para fazer um tratado sociológico: escrevo para comemorar o primeiro ano de vida do meu filho. Há exatamente um ano, o Rodrigo me dava o primeiro de muitos sustos que com certeza virão, adiantando três semanas e dando as caras ao mundo numa quinta-feira depois do feriado, às dez da noite. E que caras mais bonitas! Charmoso, curioso, doce e com bico de vô Hakira, o Rodrigo só nunca teve foi cara de joelho...

E depois vieram os primeiros dias em casa, o Rodrigo reclamando um pouco da mãe ainda meio desajeitada ao dar banho, mas de resto tudo ia encontrando um jeito novo, o jeito da nossa vida com a chegada do Rodrigo...Uma vida mais bagunçada, com mais cansaço, mas com muita alegria. E a mãe boba de primeira viagem curtindo cada momentinho, ligando para o pobre papai várias vezes por dia para passar o relatório da cor e da consistência do cocô...

Tentando fixar cada sensação, cada descoberta do menino, mesmo sabendo que o tempo vai passando tão rápido e as descobertas vão se tornando cada vez tão mais intensas e maiores que é impossível fixar alguma coisa: o Rodrigo é um ser mutante, aprendendo a viver. Fixar alguma coisa só pode mesmo ser idéia de mãe temerosa em perder seu filhote pro mundo...

Uma das coisas boas que o Rodrigo trouxe, isso mesmo antes de nascer, quando ainda era o Gohan, sementinha menor que um grão-de-arroz dentro da minha barriga, certamente foi a curiosidade em pesquisar tudo sobre gravidez, crianças, partos...Foi assim que encontrei os slings (para mim indissociáveis do jeito que fui encontrando de ser mãe) e por tabela a Analy; foi assim que conheci a lista Materna, já bem depois do Rô nascido; foi assim que comecei a perceber que a maternidade me trouxe muitas necessidades radicais...

Para começar, fiquei querendo outro jeito de parir – um jeito sem tantas intervenções, sem tanto estresse com hospitais e suas rotinas, um jeito mais humano. Depois, fiquei também querendo um outro jeito de receber as crianças no mundo – com mais delicadeza, também sem tanta intervenção, sem colírios que machucam o olho, sem pediatra recomendando complemento...E já que parir e nascer são apenas os momentos que inauguram as novas vidas, também fiquei querendo um outro jeito de cuidar – dividindo as tarefas com o pai; arranjando paciência infinita para compreender o bebê no convívio com ele e não segundo receitas mais gerais; fiquei querendo outro jeito de trabalhar (de um jeito que me permita estar junto ao meu pequeno e vê-lo crescer); fiquei querendo outro jeito de viver nessa cidade maluca e vai saber ainda quantas coisas vou desejar que sejam diferentes...Necessidades radicais, que me dão notícia de que a vida pode ser muito melhor do que a gente se acostuma a achar normal.

Os comentários que a Agnes Heller faz sobre as necessidades radicais estão numa coletânea de entrevistas cujo título é "Para mudar a vida".

Nada mais apropriado: hoje faz um ano que o Rodrigo veio para mudar a minha vida, para virá-la do avesso, para reencantar o mundo com sua curiosidade, para ser um companheirinho de todas as horas. Então, hoje queria dividir com vocês essa celebração pela vida dele – o meu menino que aos pouquinhos vai deixando de ser meu para começar a dar os seus primeiros passos.


28 agosto, 2008

Maternidade como experiência - parte I


Então que anda difícil sentar para escrever. Mas hoje, depois do almoço, uma preguiça que me dá a certeza de que não vai adiantar abrir o livro e começar a ler me animaram a roubar um tempinho.

Na semana passada, em que a polêmica em torno da aprovação ou não da extensão da licença-maternidade estava ainda acesa, eu tinha começado a escrever um post. Mas a semana passada foi tão intensa e de fervilhar de idéias que o post acabou ficando todo confuso e no final não juntava pé com sapato. De maneira que fui obrigada a poupar vocês de um texto sem nexo.

Durante a minha pesquisa de mestrado, eu ainda não tinha filho. Minha pesquisa era sobre o chamado "desemprego oculto pelo desalento", isto é, a situação em que há ausência de trabalho, mas por quaisquer razões, não há procura, embora persista o desejo de trabalhar (a categoria estatística é mais precisa que isso, mas não há razão para aborrecer vocês). A idéia de desemprego oculto, ainda mais num país como o nosso em que a formalização do trabalho e as políticas de seguridade no desemprego são restritas, é importante para dar visibilidade a situações que fogem do conceito de desemprego aberto (ausência de trabalho + procura "ativa").

Vejam lá: dá para um indivíduo que seja provedor da casa ficar procurando indeterminadamente? É bastante mais provável que ele vá fazer alguns bicos. De fato, ele está desempregado. Na estatística, ele está ocupado. Então, a idéia de desemprego oculto pelo trabalho precário dá visibilidade a essa situação, permite que ele seja "posto na conta" do desemprego. Um estudante que, depois de procurar por muito tempo, decide dar um tempo de mais de um mês na procura, deixará de ser contado como desempregado e passará à inativo. A categoria desemprego oculto por desalento, assim, o traz de volta para a conta.

Comecei falando nisso porque esta categoria põe de volta na conta principalmente mulheres e jovens - aqueles que, mais legitimamente, podem abdicar da procura temporariamente. Por isso é que seu trânsito pelo mercado de trabalho é objeto de regulações e disputas.

Aqui no Brasil ainda estamos longe disso, mas na França, por exemplo, em que as licença-maternidade são mais longas, chegando a cobrir os dois primeiros anos da criança, há uma imensa discussão sobre o efeito dessas políticas sobre as estatísticas do desemprego. Trata-se, claro, de uma política de estímulo à natalidade, de incentivo às mães que optem por ficar com seus filhos. Mas os argumentos sublinham que deveria se tratar de uma opção, quando na verdade é da falta dela que se trata: as mulheres são as mais sujeitas ao desemprego oculto ou às ocupações precárias (salário abaixo do mínimo, poucas horas de trabalho na semana...), tanto mais lá, em que o núcleo duro dos assalariados são homens, brancos, pais de família.

Claro que se trata de outro padrão de proteção social, mas fiquei recuperando todas essas idéias porque, afinal, do que se trata quando se fala da extensão da licença-maternidade de 4 para 6 meses?

De cara, sabemos que é um estímulo a que se cumpra uma das recomendações do Ministério da Saúde: aleitamento exclusivo até 6 meses, sem que as mães se vejam obrigadas a se desdobrar em mil para estocar leite materno, complementar com outros leites ou introduzir outros alimentos. Isso é um ganho considerável, do ponto de vista do desenvolvimento do bebê e com impactos sobre o Sistema de Saúde, já que a desnutrição e a desidratação são causas de mortalidade infantil.

Do ponto de vista do vínculo, também deve fazer diferença, pois é a partir dos 4 meses que os bebês começam a aprender as gracinhas, sorrisos, interações. Não que antes disso eles não façam ou não aprendam, mas os 3 primeiros meses são tão "biológicos", isto é, são tão de fusão total com as necessidades de alimentar-trocar-vestir-cuidar que é quase um contrasenso que, no momento em que a distinção mãe-bebê está apenas começando, haja uma separação de fato. Não à toa, tem muita mãe que fica quase doente: a ausência, gente, juro que não é só psicológica - ela é física, ela dói no corpo. Para que haja uma distinção saudável entre mãe-bebê - e estou falando a partir da minha experiência, tá? - , acho que faria muito mais sentido a presença do que a ruptura.

Se bem que aqui talvez caiba uma diferença. Essa separação-ruptura acontece quando estamos falando de modelos de emprego 40horas (ou mais) por semana, em um lugar distinto da casa. A gente sabe que hoje em dia as relações de trabalho são super plurais, então a volta ao trabalho aos 4 ou 6 meses talvez não faça tanta diferença para algumas mulheres, que têm a possibilidade de conciliar trabalho e maternidade de um jeito diferente.

Aí está um outro problema dessa lei (que nem é obrigatória para todas as empresas, depende da adesão destas). Como bem apontou a Denise num post sobre o assunto as mulheres no mercado de trabalho brasileiro (mas isso é assim em outros lugares também) ocupam trabalhos precários, de baixos salários, muitas vezes nem registrados em carteira. A extensão da licença não vale nada para elas do ponto de vista do direito, pois elas estão à margem da legislação trabalhista.

Reconhecer isso não significa negar a importância da lei, que ninguém quer jogar a criança com a água do banho. É simplesmente reconhecer que há heterogeneidade no mercado de trabalho e iniciativas boas acabam sendo limitadas, reforçando mais os efeitos de desigualdades (de gênero, dentro do gênero, já que há mulheres ricas e mulheres pobres, mulheres mais e menos escolarizadas, mulheres no mercado formal e mulheres no mercado informal).

Bom. Mas vou tentar terminar este post que já está ficando absurdamente longo.

Comecei falando que, na época da pesquisa de mestrado, eu não tinha passado pela experiência da maternidade. Minha dissertação tem um capítulo sobre mulheres, chamado "Mulher é desdobrável" (inspiração na Adélia Prado). Eu entrevistei duas mulheres, a Fátima e a Suely. A Fátima não teve filhos. A Suely tem dois - um bem mais velho, já no ensino médio na época da entrevista, e um mais novo, que tinha 3 anos então.

A percepção da Suely, separada, em relação ao lugar do trabalho antes e depois de ser a principal provedora da casa é muito interessante. Depois da separação, depois do segundo filho, quando ela se torna a responsável pela casa, tudo muda. E ela se desdobra realmente para não ficar parada, para trabalhar, fazer bicos, o que pintar. Na época da segunda entrevista que fiz (na primeira, ela estava desempregada), ela estava trabalhando. E a maior felicidade dela era que o trabalho era quase na esquina da sua casa, o que permitia ver os filhos, ficar com eles por um período, cuidá-los. Vê-los crescer... Em seus cálculos, era melhor um emprego de meio período mal remunerado, do que a sua ausência. E olhem que ela está amparada por uma rede bem importante de familiares que moram perto!

Lembro das discussões que tínhamos, lá no programa Oportunidade Solidária - que fomentava a criação de cooperativas para a geração de trabalho e renda - quando aparecia a questão de que, na contramão dos nossos desejos de "formalizar" cooperativas, espaços de trabalho, mecanismos de gestão - descobríamos que as mulheres queriam mesmo era trabalhar em casa, para cuidar dos filhos. A informalidade lhes servia.

Antes de ter o Rô, eu entendia esse ponto de vista, racionalmente. Depois dele, eu passei a entender, no corpo inclusive.

E é por isso que concordo com a Denise que uma outra parte dessa mesma discussão é a ampliação da licença-paternidade (porque vamos combinar que 5 dias é rí-di-cu-lo!) e a questão das creches e escolas de educação infantil. Concordo, mas não inteiramente.

Aguardem cenas dos próximos capítulos!

* Quem quiser dar uma olhada na dissertação, é só acessar o Banco de Teses da USP e procurar por "experiências de desemprego em São Paulo" ou "Fabiana Jardim"

Imagem: felicidadejfmg.zip.net/images/MulherTrabalho.gif

01 agosto, 2008

Início da Semana Mundial de Aleitamento Materno


Muito antes de engravidar, acompanhei de perto as dificuldades que minha irmã - a Mariana - teve para amamentar a Juju. Minha irmã foi mãe adolescente, quando a Ju nasceu ela tinha 16 anos. Mesmo com a pouca idade, a Mari estava convencida da importância da amamentação. Lembro de acordar à noite e vê-la na poltrona, dando de mamar para a Ju, com lágrimas nos olhos por causa das rachaduras.

Nem por isso ela desistiu. Lá em São José dos Campos, ela encontrou o Projeto Casulo, que é dirigido especialmente às mães adolescentes, mas que atende às mães de qualquer idade que precisem de ajuda para amamentar. Foi lá que a Mari conseguiu acertar a pega da Ju (isto é, o jeito com que a boquinha do bebê pega o seio) e parou de ter problemas de fissuras. Ela amamentou a Ju até pouco mais de um ano.

Quando eu engravidei, achava que parto e amamentação eram coisas absolutamente naturais. Santo erro, Batman! Logo depois do Rô nascido, ainda na sala de parto, ele veio pro meu peito mamar. Mas ele não quis muito, não! Ficou me olhando fixamente, ouvindo a minha voz e só dava umas lambidinhas.

Ele ficou em observação (ah, os nascimentos em hospital...) e só veio para o quarto bem cedinho na manhã seguinte. Sempre que ele chorava, eu oferecia o peito, mas ele não conseguia "pegar" e mamar. Nessas vezes, eu chamava as enfermeiras, que tentavam fazer uma "prega" para facilitar a pega dele, mas aí ele mamava uns minutinhos e desencanava.

A descida do leite - o Rô nasceu na quinta e o leite desceu mesmo no sábado - foi um drama. Eu, recém-parida, com os seios doloridos e quentes e o Rodrigo febril por causa da vacina, aí chega uma enfermeira e diz que o Rodrigo está com febre porque eu fechei todas as janelas do quarto e que ele vai precisar tomar Nan porque senão ele vai desidratar. Eu chorava-chorava, tentando fazer compressas frias para aliviar o peito. E chorava-chorava assistindo ele tomar Nan no copinho...

Finalmente chegou o domingo e fomos embora para casa. A pega ainda não tinha ficado acertada e fui orientada a comprar um intermediário de silicone. Comprei, obviamente, porque morria de medo de não conseguir amamentar.

Fomos levando assim, até a primeira consulta na pediatra, quando vimos que ele estava ganhando pouco peso. A pediatra então me acalmou e me disse para tentar tirar o intermediário.

Eu bem que tentei, mas aí via o menino chorando e acabava usando o intermediário...Ele mamava uns 40 minutos em cada peito, não conseguia dormir muito (acho que só dormia de cansaço do esforço de sugar) e eu já estava ficando louca com o pequeno querendo peito o tempo todo. E, claro, não ganhando peso.

A pediatra então me disse para comprar uma concha - assim o bico se faria no próprio peito e seria possível largar o intermediário. Mas eu só consegui mesmo abandonar o intermediário quando minha mãe veio passar uma semana comigo - me ajudando com a casa, a comida e, principalmente, me acalmando, relembrando a história da minha irmã, segurando o Rô durante algumas cólicas...A presença dela foi fundamental para que a amamentação se estabelecesse com tranquilidade. E o Rô gostou da brincadeira - mamava rapidinho (ai, como é gostoso neném pequenininho mamando, ele fecham os olhinhos concentrados...), dormia bem melhor, as cólicas quase acabaram...Tudo de bom.

Hoje o Rô está com 2 anos e 9 meses e mama. Além do início, tão importante, a gente já teve crises ao longo desse tempo todo, claro. Sem a rede de apoio da Materna, não teria passado pelas noites maldormidas, pelos periódicos aumentos da demanda dele por mamar, pela greve de mamar que ele fez (sim, meus amigos, tão achando que bebês não afirmam suas necessidades?). Já contei um pouco sobre essa experiência da amamentação prolongada aqui. Porque era só eu comentar com alguém que o Rô estava acordando muito de noite para alguém vir dizer "é porque ele mama. Para de amamentar que isso passa". Desisti do meu antigo ginecologista porque ele me deu bronca dizendo que depois de um ano era um absurdo continuar amamentando e meu filho ia ter problemas psicológicos de dependência por minha causa...

Não é fácil remar contra a maré, mesmo quando a gente sente - e sabe, já que as evidências em favor da amamentação são várias - que está fazendo o melhor para o nosso filho. Daí a importância fundamental de gente que te escuta, que te provoca a repensar o senso comum, que divide experiências diferentes de maternidade e, principalmente, que te dá mais repertório para escolher.

Fato é que o melhor alimento para o bebê e a criança é o leite materno. Fato também é que - ainda mais hoje em dia - as mulheres precisam ser apoiadas para aumentar as chances de sucesso da amamentação. Os apoios podem ser vários. Sempre me lembro da Analy, contando de sua filha do meio que lhe trazia água todas as vezes em que ela ia dar de mamar ao mais novo...

Apoiar é oferecer um copo d'água, um olhar de compreensão, dividir experiências, ajudar a procurar boas informações...É diminuir as preocupações para que mãe e bebê possam se entender durante os primeiros dias que são de tão delicado reconhecimento...

Para terminar, mais uma vez me inspirando na Thaís, deixo vocês com um vídeo que o Rô e eu adoramos (teve até uns tempos em que ele me pedia para ouvir a música do "Duerme negrito", de tanto que gostava...).



Para quem quiser saber mais:

Matrice - Ação de apoio à amamentação (em São Paulo)
Relatos de amamentação
Amigas do Peito - grupo de apoio (Rio de Janeiro)
Aleitamento.com

Uma lista dos blogs que estão participando pode ser encontrada no Síndrome de Estocolmo.

30 julho, 2008

Semana Mundial de Aleitamento Materno

Sexta-feira (01/08) é dia de blogagem coletiva para comemorar o início da Semana Mundial de Aleitamento Materno. A Matrice - grupo de apoio à amamentação - realizará várias atividades durante o período.

O tema da semana este ano é APOIO, para destacar a importância do suporte à mulher que está amamentando. Há várias formas de apoiar a amamentação: confiar na capacidade do leite materno em nutrir o bebê, ajudar a criar um ambiente tranquilo, ajudar a resolver problemas como fissuras, pega incorreta etc. Às vezes, a escuta atenta ou uma conversa podem ser suficientes!

Eu já estou por aqui preparando o post de sexta.