Se te pareço noturna e imperfeita/ Olha-me de novo. Porque esta noite/ Olhei-me a mim, como se tu me/ olhasses. E era como se a água Desejasse/ Escapar de sua casa que é o rio / E deslizando apenas, nem tocar a margem. Te olhei. E há tanto tempo/ Entendo que sou terra. (Hilda Hilst)
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12 dezembro, 2010
três vezes pressa
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15 dezembro, 2009
Feridas
Porque algumas não saram, nem fazendo tudo certinho, nem cuidando com pomada de calêndula-algodão-esparadrapo-água oxigenada. Há algumas que, embora não doam, também não é possível fazer estancar: viram fonte, minando vagarinho um sangue rosinha e aguado, suficiente para colorir de um colorido especial o que na vida é fluxo, correnteza e ir-em-frente. Há feridas que são pura rememoração.
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