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25 setembro, 2011

sem palavras

tem tempos em que o silêncio é fervura: pura incapacidade de fazer brotar as palavras no mesmo ritmo que o sentimento ebulindo, frenético. as palavras, desconexas, revirando a superfície quando pronunciadas. revolvendo a todo o tempo as profundezas, incapazes de pouso.
tem tempos em que o silêncio é cuidado. cerca que se constrói em torno do que é precioso, menos para guardá-lo do que para reconhecer seus contornos, admirar sua extensão, minuciar seus detalhes. as palavras, caladas, abismando um fosso ao redor do que importa.
tem tempos em que o silêncio é vazio. quase perder-se a si mesmo em meio ao fluxo, abafando o dissonante na ininterrupção. um silêncio difícil, de quem recusa parar de falar, e vai em frente, sempre em frente. e ainda adiante. tempos de oquidão. de persistência. de insistência. então - ainda por hoje - insisto.

25 maio, 2010

Pausa

Embora eu esteja bissexta, às vezes é bom avisar: hoje, só na semana que vem ;-)

Como aprendi com a Ana Lucia, que aprendeu com o Fernando Pessoa, enquanto isso, comam, durmam e não percam grammas.

13 abril, 2010

Enquanto não sobra tempo para escrever...

... vou ficando com as bonitezas que ela encontra e divide e dando graças a Deus que não sou só eu quem tem o coração partido pelas coisas mais bobas e miudinhas - que me doem feito vidro estilhaçado, que machuca mesmo quando não corta ou faz sangrar .

16 março, 2010

Perto


Acho que foi antes do Rodrigo nascer, ou então quando ele era bem pequeno, estávamos Edu e eu numa praça quando ouvimos uma criança, de uns três anos, que chamava sem parar a mãe e o pai:
- mãe, pai: vem aqui no meu perto...
Só criança mesmo, pra dizer essas coisas tão simples e cheias de poesia com tanta precisão.
E desde aquele dia, aprendemos um novo lugar: o perto de alguém. E claro que ensinamos o Rodrigo, que desde sempre é chegado ao "pertinho" das pessoas.
E tem coisa melhor que ficar assim, esparramado, sem pressa ou intenção, no pertinho de alguém?

21 julho, 2009

notícias da concha

Pois é. Por aqui, ultimamente, é só silêncio.

Daqui a pouco voltamos, com a programação normal :-)

28 fevereiro, 2009

Palavras foragidas




Rodrigo, hoje, no meio do supermercado, cantando em alto e bom som, várias e várias vezes: "O mundo é bão, Sebastião!". E não é que, a gente se distrai, e é mesmo?