Frente a frente, derramando enfim
todas as palavras, dizemos, com os
olhos, do silêncio que não é mudez.
(Ana Cristina César. A teus pés).
Se te pareço noturna e imperfeita/ Olha-me de novo. Porque esta noite/ Olhei-me a mim, como se tu me/ olhasses. E era como se a água Desejasse/ Escapar de sua casa que é o rio / E deslizando apenas, nem tocar a margem. Te olhei. E há tanto tempo/ Entendo que sou terra. (Hilda Hilst)
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03 junho, 2012
05 maio, 2012
patamar
"Agora que você chegou
não preciso mais me roubar.
E como farei com os versos
que escrevi?"
(Ana Cristina César)
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vastas emoções
01 julho, 2009
Inferno astral
A pouco mais de um mês do meu aniversário e uma vontade louca de recolocar a casa em ordem, faxinar, jogas coisas fora, trocar os móveis de lugar (calma, Edu, tô resistindo bravamente. Quer dizer... Mais ou menos...) mudar as roupas, cortar o cabelo, trocar os óculos... Me reinventar, porque os caminhos percorridos eram um pouco diferentes do que achei que fossem ser, e agora quero outra coisa.
E um poema da Ana Cristina César martelando na minha cabeça, me dando a impressão de que a outra coisa é isso aqui: esse agora meio solto, respiro, suspensão.
é aqui
por enquanto
ainda não tem
cortina
tapete luz indireta
amenizando a noite
quadro nas paredes
Mesmo que haja ainda um pouco de vazio, é só por enquanto. Mas o lugar é aqui. É. Acho que sim.
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