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12 setembro, 2015

trilha para mimimi

direto do túnel do tempo, reencontro essa música.



trilha perfeita para momentos mimimi :-)

07 maio, 2014

rabiscos

Numa reunião da escola do Rodrigo, ano passado, ao final pediram para os pais deixarem algumas lembranças para os filhos - impressões provocadas por aqueles mundos todos que eles tinham conhecido e criado. Sem saber desenhar ou pintar, fiz o que sabia: armei umas palavras em sentimentos sobre viagens, chegadas e partidas (o tema que eles estavam estudando). Hoje encontrei o rascunho, perdido no meio de algum livro.

quem parte às vezes
                    nunca chega
às vezes chega e fica
outras fica, pensando em ir embora.

pode-se chegar:
                     em casa
                     em pouso provisório
carregando:
                     raiz
                     mala
                     o próprio coração

da gente mesmo
                    é impossível ir-se embora.
da gente mesmo
                    nunca se acaba de chegar.

21 março, 2014

bobagenzinhas

para começar o final de semana se impressionando com o cuidado da Disney não só com as boas versões (e vale mesmo a pena brincar de explorar cada uma delas!), mas até mesmo com a continuidade de timbres das cantoras das diversas línguas!


num tom mais alternativo, vale dançar com os meninos (doidinhos) do Ylvis:




07 fevereiro, 2014

simpatia

Vai daí que resolvi fazer um post-simpatia, no espírito "dança da chuva". Porque a vida nessa São Paulo quente e seca não tá fácil, não.

Começando com Maria Rita:

Passando por Jorge Ben:

E terminando com Credence Clearwater, que tem água até no nome :-)

Se não der certo, ainda me resta a tentativa de lavar as santas de casa...

15 agosto, 2013

dos cansaços

um monte de prazos, reinício de aulas, filhote doente (já está melhorzinho!) sem ir pra escola por uma semana... o cérebro da pessoa derrete mais que manteiga no fogo.
vai daí que encontrei a seguinte frase no texto que estou escrevendo "França e Inglaterra mantém a manutenção do pleno-emprego...". ó só, que bonita formulação!
e no dia em que fui passear o cachorro, ele fez um cocô muito interessante, e eu disse para ele: "nossa, cocô... que Biscoito bonito!". e ao me dar conta, devo ter sido classificada como a nova louca do bairro, que anda gargalhando sozinha, em plena sete horas da manhã :-)

08 maio, 2012

(parênteses adolescente)

 
Mark Ruffalo + Bruce Banner + Hulk = amor eterno

(embora, confesso, o Gavião Arqueiro do Jeremy Renner também é tudo de bom!)

Imagem: daqui.

12 janeiro, 2012

marcelo marmelo martelo


É sempre inesperadamente que me lembro dessas coisas, embora a lembrança seja reticente, incompleta, signo da dificuldade que sempre tive com a Física. (Podia ser tão simples, pois é tudo tão presente na nossa vida, mas por alguma razão não é. E olha que eu nasci numa família de físicos e, crescendo, sempre tive vários por perto). Mas não era sobre isso que eu queria falar. Era sobre a unidade de comprimento das ondas. Devo ter aprendido em algum momento, mas nesses dias, largada ao mar, achei que a unidade deveria ser lambda. Não tem nada a ver com a letra grega e, desnecessário sublinhar, com qualquer efetiva forma de mensurar o comprimento da onda. Tem a ver com o som, tão próximo à lambida, ainda que uma lambida mais apressada, interrompida justo na curva da palavra, quando a crista que se ensaiava quebra num repente. A primeira parte da palavra nos elevando docemente, feito boiar no mar mais fundo, e a letra muda fazendo uma quebra brusca, a língua estalando doída no fim abrupto. Quando a onda vem mansinha, arredondada, sempre digo que o mar só veio nos  lamber – experimentar um pouquinho dessa gente intrometida que invade seu corpo; fazer uma carícia, feito cachorro brabo que amansasse e baixasse a guarda para nos cheirar a mão. Só que o mar – mais brabo, mais generoso, mais envolvente – não se contenta com roubar um gostinho do entre-os-dedos e nos lambe por inteiro, deixando na gente aquele melado salgado. A onda, uma lambida. Como lambida não parece científico o bastante, meu cérebro me dá um caldo e eu penso em lambda.
A intensidade da onda, o comprimento da onda, a duração da onda, o ritmo da onda, a espuma produzida pela onda: tudo cabe nessa unidade estranha e plural que não significa coisa alguma. A não ser talvez que, entrando no mar, deixo de lado tudo o que sei e volto a ser criança. E então ondas se medem em lambda e são produzidas por um deus potente e peidorrento, mezzo Poseidon, mezzo Netuno, que se diverte em fazer borbulhar e trovejar suas águas.

09 dezembro, 2011

constatação

vai daí que, para diminuir os sintomas da gripe, Interpol é melhor que paracetamol.

26 fevereiro, 2011

Do fundo do baú

Hoje tive que dar uma pequena arrumada no escritório, que está um caos de livros e papéis, e acabei encontrando um troço muito antigo, acho que do segundo ano de faculdade. Feito numa das noites de música, vinho Sinuelo e muita, mas muita conversa e risada que tínhamos na casa dela, um "teste vocacional para as ciências sociais". Escrito pela Tati, pela Ju e por mim, é só trocadilho bobo ao longo de todo o "teste", mas ainda dá para ouvir o eco das nossas descobertas e esperanças de antes dos vinte anos.

Então, "porque hoje é sábado", divido com vocês estas bobagens adolescentes.

Teste vocacional para as ciências sociais
(Diga-me quem sois e te direi quem és). 

DADOS PESSOAIS:
Nome:
(  ) próprio
(  ) alugado
(  ) financiado
(  ) clonado
(  ) irrelevante

Idade:
(  ) jovem
(  ) maduro
(  ) senil
(  ) ancião

Signo
(  ) próprio
(  ) somente ascendente
(  ) chinês, nê?
(  ) N.B.A.

Estado civil:
(  ) SP
(  ) solteiro
(  ) casado
(  ) indefinido

PERFIL

Quando você se olha no espelho, você vê alguém:
(  ) egocêntrico
(  ) etnocêntrico
(  ) antropocêntrico

Responda SIM ou NÃO:
- Você se acha maisque Weber?
- Você tem pés-francos (ou frankfoot, como eles dizem lá)?
- Você seria capaz de um hobbes a banco?
- Às vezes você se sente mauss ou menos?
- Durkheim na prova?
- Você já viu sua mãe de Bobbio?
- Você acha que A Oleira Ciumenta é um livro de auto-ajuda para mulheres com crise no casamento?
- Você toca baixo, alto Xingu ou não é o tipo de pessoa que classifica as coisas em um sistema binário?

Qual o tipo de abordagem do problema "Com quantos paus se faz uma canoa" se parece com você?
- marxista: qual a força de trabalho gasta para se fazer uma canoa?
- weberiana: qual o espírito dos homens que precisam de canoas para navegar?

SOBRE SEUS HÁBITOS:
- Você dorme de hobbes ou de pijama?
- Qual é o seu hobbes?

O mais interessante é que o teste acaba assim, abruptamente e sem nenhuma tipologia orientadora da leitura dos resultados. A única anotação ao final, com a letra da Ju, diz apenas "parem de xingar o meu vinho" :-)

02 agosto, 2010

Confissão

Então, tá. Vou confessar: eu adoro coisas de papelaria (caderninhos, canetinhas, clipes, post-its e afins) e tenho um problema especialmente grave com marcadores transparentes. Adoro! Meus livros tem pequenas garras pintadas que se projetam de suas páginas. E o excesso de marcadores em alguns deles expressa minha empolgação com o texto, a vontade de sublinhar cada boa sentença. O que é obviamente é um tiro que sai pela culatra, já que aí ficam tantos marcadores que nem sei mais ditinguir o que importa do que não importa.

Tentei criar um código uma vez, tipo: laranja para um bom argumento, cor-de-rosa para boas referências, amarelo para novidade. Mas no meio da leitura não rola de ficar consultando tabela, né?

(no começo do ano, fui conhecer um colega que só conhecia de ler e de trocar e-mails e aproveitei para levar o livro dele, para que ele autografasse. Só na hora de tirar na prateleira é que me dei conta: o livro parecia um arco-íris, de tanto marcador... Quando ele viu, levou um susto, mas depois deu risada e comentou "é, parece que você leu mesmo...")

Fato é que nesses dias, em que estou terminando a seleção de textos para a disciplina que vou dar e que tirei uma porção de livros da prateleira, estou super contente, porque achei vários pacotinhos de marcadores que tinham ficado perdidos no meio dos livros, alguns deles ainda com todas as cores!

Cada louco com a sua mania...

19 maio, 2010

Besteirinha (2)

De novo, Lost. Tá acabando... Pra mim, ainda mais depois daquele intervalão que eles deram, demorou um pouco demais e perdeu o barato. Mas como a curiosidade matou o gato...

E aí, hoje, passeando por aí (já disse, procrastinação é meu segundo nome....), topei com esse vídeo, hilário. Com bônus do bonitão Esaú fazendo palhaçada ;-)


Aproveitando o momento besteirol, não me conformo que vão tirar o Castiel na próxima temporada de Supernatural. Não me conformo mesmo! Era o melhor personagem (vamos combinar que o último episódio da temporada deixou bem claros os limites do Sam para atuar em momentos dramáticos, né?)

Finalmente, outro comentário nada a ver, além de Lúcifer ser Jacob e o Guerra ser Esaú, Supernatural e Lost têm em comum essa problematização dos laços fraternos, né não?

24 março, 2010

Besteirinha


Então. Lost. É um saco. Mas eu bem queria o Esaú (rival do Jacob só pode chamar assim...) pra mim :-) - e antes que alguém sugira: não, não serve de promotor malvado; tem que ter toda aquela fumaça preta dentro de si!

Imagem: daqui.

19 março, 2010

Houve um tempo

Houve um tempo em que a vida corria com trilha sonora - para cada amigo, para cada amor, para cada encontro, uma música diferente, ritmos diferentes, intensidades diferentes. Houve um tempo em que a cidade era poesia, e que andar no centro nos dias azuis latejava por dentro até não mais poder. Houve um tempo em que a televisão mal era ligada, tanto havia por viver. Houve um tempo em que as tardes se esticavam entre giz-de-cera, lápis de cor, colas, tesouras e papéis coloridos, reencontro de infância. Houve um tempo em que a Hilda Hilst guardava os sonhos, à cabeceira. Um tempo em que o cheiro da roupa lavada era sinônimo de manhã ensolarada. Houve um tempo em que o amor era complicado e, depois, um tempo em que o amor era mais complicado, mas ainda assim bom. Houve um tempo em que os sonhos projetavam um futuro largo. Um tempo em que tudo duraria para sempre. Houve um tempo em que a vida transbordava das margens. Um tempo de florescer. Houve um tempo de escuridão, que também duraria para sempre. Houve um tempo de solidão e abandono. E houve tempo de recomeço. "Houve um tempo em que tive um rio por dentro". Ouve atento: caudaloso, esse rio que me fecunda em seus ritmos de cheias e secas.

25 fevereiro, 2010

"Era isso - aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome".

(Caio Fernando Abreu, Pequenas Epifanias, crônica publicada n'O Estado de São Paulo, em 22 de abril de 1986).

21 janeiro, 2010

Piada pronta

Só depois da consulta de hoje de manhã é que me dei conta: sabe um dos sintomas que mais me irritam e que tem aumentado nos últimos tempos - os meus lapsos de memória? Então. Esqueci de contar à médica...

27 dezembro, 2009

Perguntinha básica

Eu é que tenho problema ou esse vídeo dos Strokes dá... tipo assim... barato?

(é pergunta retórica, tá, gente? Eu que ando mesmo com problema, meio adolescente demais, ouvindo Interpol, Arcade Fire e Strokes sem parar...).

30 setembro, 2009

Pra rir um pouco

Quando estou escrevendo, tenho sempre um dicionário por perto, pra poder checar se a palavra que me vem à cabeça significa mesmo o que necessito que ela diga... Também costumo manter aberta uma janela com um dicionário online, e o Priberam é minha escolha predileta.

Tudo isso pra dizer que hoje, pela primeira vez, prestei atenção na nuvem de palavras mais procuradas e percebi que, entre elas, está "auspicioso".

Alguém aí quer apostar que quando passarem os efeitos da última novela das oito, essa palavra vai sumir dali?

07 setembro, 2009

Escatologias


Crianças adoram falar em xixi e cocô. Não sei bem por que, mas é uma diversão transgressora das boas: xixi, cocô, pum, arroto. O Rodrigo se diverte horrores falando no assunto... Os amigos dele também...

Há umas semanas, o professor do Rô tinha dado uma olhada naqueles livros de softies que comprei no ano passado e tinha visto a foto do "Cocô solitário". Aí ele comentou comigo que esse era um ótimo "bicho" para as crianças da sala do Rô, todos por volta de seus quatro anos, porque ele adoram o assunto.

Vai daí que Rodrigo ouviu essa conversa e começou a me pedir para "fazer um cocô" pra ele. Neste final de semana, finalmente compramos o feltro marrom e fomos testar o molde. O resultado é esse aí de cima: o "cocô do Rodrigo"...

Pior são as conversas que passaram a fazer parte da nossa rotina, após a chegada do "cocô":

- Filho, vamos sair; você vai levar o seu cocô?

- Mãe, onde está o cocô que você fez pra mim?

- Eu quero dormir com o cocô...

Escatologia pura :-)

Para ler ouvindo História do Cocô (do programa Cocoricó).

28 agosto, 2009

Cansaço

- Hoje eu bem queria que o mundo acabasse num barranco...

- A dica do James, como sempre, é ótima: Florence and the Machine, Dog Days. A música é boa, e o clipe melhor ainda!

- E o Mauricio fez o post sociológico mais cheio de mel do mundo. [O que me lembrou que em algum momento eu tenho que ler As Palavras e as Coisas. Mas acho que vai ficar pra depois de outros cursos e, quem sabe, depois do História da Loucura. Ou seja: a pessoa sem noção vai passar o resto da vida tentando chegar n'As Palavras e as Coisas...].

- E além de ontem um aluno ter me chamado de "professorinha", hoje recebi uma mensagem de uma aluna que começava com "oi, profi". Tudo bem que eu tenho essa cara de quem nem saiu da graduação, mas, pô! Onde está o decoro, minha gente? :-)

- Hoje eu vi a Cecilia e toda a Familia Rillo Alencar!!! Vocês não têm ideia de como ela está fofa e querida... Doçura total, minha gente. E como ela não gostou do meu colo, joguei a carta básica do "vou te mostrar umas coisas legais", e aí ela curtiu tentar pegar a estrela do mar pendurada na parede do restaurante e as rebarbas de um quadro de tapeçaria... Igualzinha à mãe dela: não pode ver tirinhas de tecido que já sai querendo pegar...

- Hoje o dia foi corrido, cheio de atrasos, mudanças de rumo. Mas inesperados que não chegam a trincar a sensação inteireza, ao contrário: parece que tudo era parte de um mesmo fluxo. Estranho. Mas inteiro.

26 junho, 2009

It's Friday...

Não tem cinza, só uma festa de confetes coloridos por dentro - borboletas no estômago, brincando alegremente. Não tem frio, só a memória do calor nas mãos, nas costas, nos pés; só a lembrança da respiração quente bem na curva do pescoço - arrepio. Não tem água, só desculpa pra abrir o guarda-chuva de gomos de arco-íris e caminhar afrontando o recolhimento - como quem a qualquer momento vai decolar.

É sexta-feira. E é só amor.