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27 junho, 2012

crítica

Roger Bastide, sobre Antonio Candido:

"Não estou contente com seus últimos livros. A rigor aceito que o sociólogo e o filósofo precisam se esforçar para serem entendidos por todo mundo; que atenuem suas pesquisas e escondam todo o material sobre o qual repousa seu edifício, seus trabalhos pacientes de aproximação, suas fichas documentárias, suas elaborações estatísticas. Mas, noto no senhor uma tendência mais grave - fazer da poesia um método de sociologia" (citado por Luiz Carlos Jackson. A tradição esquecida. Estudo sobre a sociologia da Antonio Candido. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 16, n. 47, outubro, 2001, p.127-140.

* e pensar que da última vez que fui organizar uma fala por pouco não ia brincando que aprendi mesmo a fazer sociologia lendo a Hilda Hilst ;-)

01 fevereiro, 2010

Arrumando papéis

Epígrafe de um projeto muito antigo, encontrado em meio à papelada dispersa em pastas e caixas:

"Portanto, a luta pelos direitos humanos abrange a luta por um estado de coisas em que todos possam ter acesso aos diferentes níveis de cultura. A distinção entre cultura popular e cultura erudita não deve servir para justificar e manter uma separação iníqua, como se do ponto de vista cultural a sociedade fosse dividida em esferas incomunicáveis, dando lugar a dois tipos incomunicáveis de fruidores. Uma sociedade justa pressupõe o respeito aos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável." (Antonio Candido, "O direito à literatura).

E nessa arrumação - que vem vindo desde sábado - fiquei besta de perceber quantos livros e textos do Antonio Candido tenho guardados... Vontade de parar tudo e ler e reler todos!