14 agosto, 2008

Bom português

Rodrigo ontem, às 7h da manhã, fazendo preguiça na cama:
- Mãe, sabe o que eu estava pensando?
- O que, Rô?
- Eu estava lá no quintal (na escola) e eu chamava você: mamãe, mamãe...
- Era um sonho?
- Era um sonho...
- E eu aparecia no quintal?
- Você aparecia. Mãe, vamos no quintal, aí você tira o sapato e brinca na areia?
- Combinado!
- Mãe. Você fala combina-da e eu é que falo combinado.

Tudo isso porque quando falo obriga-da, comento sempre que é porque sou menina e ele, que é menino, tem que falar obriga-do...

12 agosto, 2008

Distraindo Agosto

Sugestões para atravessar agosto

Caio Fernando Abreu, Pequenas Epifanias

Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro -- e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.

Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir, dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios, premonições. Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade. Muitos vídeos de chanchadas da Atlântida a Bergman; muitos CDs, de Mozart a Sula Miranda; muitos livros, de Nietzche a Sidney Sheldon. Controle remoto na mão e dezenas de canais a cabo ajudam bem: qualquer problema, real ou não, dê um zap na telinha e filosoficamente considere, vagamente onipotente, que isso também passará. Zaps mentais, emocionais, psicológicos, não só eletrônicos, são fundamentais para atravessar agostos. Claro que falo em agostos burgueses, de médio ou alto poder aquisitivo. Não me critiquem por isso, angústias agostianas são mesmo coisa de gente assim, meio fresca que nem nós. Para quem toma trem de subúrbio às cinco da manhã todo dia, pouca diferença faz abril, dezembro ou, justamente, agosto. Angústia agostiana é coisa cultural, sim. E econômica. Mas pobres ou ricos, há conselhos - ou precauções- úteis a todos. (...)

Para atravessar agosto ter um amor seria importante, mas se você não conseguiu, se a vida não deu, ou ele partiu - sem o menor pudor, invente um. Pode ser Natália Lage, Antonio Banderas, Sharon Stone, Robocop, o carteiro, a caixa do banco, o seu dentista. Remoto ou acessível, que você possa pensar nesse amor nas noites de agosto, viajar por ilhas do Pacífico Sul, Grécia, Cancún ou Miami, ao gosto do freguês. Que se possa sonhar, isso é que conta, com mãos dadas, suspiros, juras, projetos, abraços no convés à lua cheia, brilhos na costa ao longe. E beijos, muitos. Bem molhados.

Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques -tudo isso ajuda a atravessar agosto. Controlar o excesso de informações para que as desgraças sociais ou pessoais não dêem a impressão de serem maiores do que são. Esquecer o Zaire , a ex-Iugoslávia, passar por cima das páginas policiais. Aprender decoração, jardinagem, ikebana, a arte das bandejas de asas de borboletas - coisas assim são eficientíssimas, pouco me importa ser acusado de alienação. É isso mesmo, evasão, escapismos, explícitos.

Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter demais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final, sinto muito perdoe o mau jeito, assim, veja, bruto e seco:

***

Maurice, pensando no que você disse, num agosto que já vai longe, você tem toda razão: é realmente nas crônicas que o Caio foi construindo Agosto como experiência.

Mas lembrei de um conto, que está no Ovelhas Negras e que se chama justamente "Depois daquele agosto", em que Agosto aparece, é o momento-quando tudo muda (bem ao estilo da "Primeira Carta para Além dos Muros").


É o momento-quando tudo muda, mas ele não fica aprisionado lá (como em "Sem Ana, Blues"). Quando Aquele Agosto traz a morte para tão perto, estranhamente Ele não dura. Sucedem-se os meses e a continuação da vida dissipa Agosto. Na primavera, no sol e areia, no encontro entre iguais que faz a proximidade possível depois daquele agosto. E então, a esperança: "...porque era cedo demais e nunca tarde. Era o recém no início da não-morte dos dois".

Talvez Agosto seja mesmo essa experiência de adensamento da vida à beira do insuportável, esse doer por dentro que parece que vai durar para sempre, faz parecer tarde demais para qualquer coisa. Mas então, a gente atravessa Agosto - em setembro, em outubro, no próximo ano: o importante é atravessar.

E a vida volta a ser possível. A primavera quando ninguém mais espera, como na música do Wisnik. Explosão de cor e luz. A proteção dos anjos, dizendo Amém.


Imagem: http://www.vallartaonline.com/gallery/photos/buganvilias

10 agosto, 2008

Meu Pai (5)

Muitas das lembranças mais carinhosas que tenho do meu pai incluem um violão. Ele costumava tocar e cantar, desde as músicas das Arcas de Noé (e eu tenho ainda fitas cassete com os LPs da Arca gravados, só porque elas guardam a letra miúda e muitas vezes ilegível dele), até seus rocks.

Uma das músicas que ele cantava para mim era "Leãozinho", do Caetano Veloso, e eu demorei muito tempo para perceber que a música não tinha sido feita para mim. Porque quando ele cantava, era como se fosse. Era como se a música fosse minha, feita só para mim, uma pequena leoazinha: o leãozinho do papai.

Da última vez que nos encontramos, ele me deu um violão. Um violão que não aprendi a tocar direito, mas que me acompanhou durante todos os meus anos de faculdade, embalou festas, tornou as casas onde morei mais habitáveis. Até que numa das mudanças, o violão se perdeu.

Fiquei triste, sobretudo porque o que violão mais guardava eram as inúmeras músicas que ele cantou para mim naquelas férias, com a desculpa da afinação. Estavam gravados na madeira, uns ecos de corda e voz que tornavam a falta dele menos intensa.

Ainda que as músicas que ele cantava não fossem, afinal, feitas especialmente para mim, ali, ao lado, dele, cantando com ele ou apenas o escutando cantar, eu me sentia feliz, porque sabia que ele estava me dando e dividindo comigo uma parte dele.

Não eram só as músicas que viravam minhas. Era o pai que ficava mais meu.

Quando canto para o meu filho, tentando repetir a delicadeza do presente e o aconchego da intimidade, é parte do meu pai que divido com ele: as partes dele que ficaram em mim.



08 agosto, 2008

Cinza

"Se eu pudesse, hoje, varria, isto mesmo, varria as pessoas todas com vassoura, como se fossem cisco. Limpava o chão, passava pano molhado para refrescar, ia chorar e dormir. Meu coração agora faz diferença nenhuma de coração de galinha ou barata que galinha come. Não tem amor nele, nem de mãe, nem de esposa, nem de nada. Tá seco, raivoso e antipático, quer é sossego, quer é relembrar o morto horas a fio (...)". (Adélia Prado)

06 agosto, 2008

Grifos

"Eu faço [da História] um uso rigorosamente instrumental. É a partir de uma questão precisa que encontro na atualidade, que a possibilidade de uma História se desenha para mim. Mas a utilização acadêmica da História é, fundamentalmente, conservadora: reencontrar o passado de alguma coisa tem, essencialmente, a função de permitir sua sobrevida. A história do hospício, por exemplo, tal como foi feita muitas vezes - aliás, eu não sou o primeiro - era essencialmente destinada a mostrar algo como uma necessidade, uma fatalidade histórica. O que eu tento fazer é, ao contrário, mostrar a impossibilidade da coisa, a formidável impossibilidade sobre a qual repousa o funcionamento do hospício, por exemplo. As histórias que eu faço não são explicativas, jamais mostram a necessidade de alguma coisa, mas, antes, a série de encadeamentos, através dos quais o impossível foi produzido e reengendra seu próprio escândalo, seu próprio paradoxo, até agora. Tudo aquilo que pode haver de irregular, de casual, de imprevisível, num processo histórico me interessa consideravelmente".

(Michel Foucault: Entrevistas, Roger Pol-Droit, São Paulo, Graal, 2006, p.98; grifos meus)

A la Mary Poppins


Tenho uma vizinha uns dois andares para cima que, ao dar comida para os inúmeros pássaros que tem em casa, deixa cair uns farelos na minha janela.

Eu só descobri isso porque, um dia, estava trabalhando e comecei a ouvir uns barulhinhos, que pareciam chuva começando a cair. Quando olhei, vi três passarinhos no parapeito da janela, todos lindinhos. Acho que são rolinhas, embora tenha uma família de Bem-Te-Vis que mora na árvore na frente do prédio.

Gostei da brincadeira e agora, todas as vezes que a gente vai na Cobasi comprar a comida dos nossos gerbis sem-vergonhas, a gente traz alpiste. Aí o Rô e eu colocamos no parapeito da janela e recebemos visitas ilustres ao longo do dia.

Agora mesmo, acabei de ver um bem de pertinho.

Ó, mas em minha defesa, só resolvi fazer isso porque em casa temos rede de proteção, que funciona como um "filtro anti-pombas", tá? Só as rolinhas e passarinhos de mesmo tamanho conseguem passar. E também tomo o cuidado de deixar a janela fechada do lado em que está a comida, para evitar que eles entrem em casa e acabem se machucando no desespero de sair.

Da próxima vez, vou pôr alpiste na mão e ficar cantando que uma colher de açúcar melhora tudo!

Imagem: http://www.sugarshockbeauty.com/2007_10_01_archive.html

05 agosto, 2008

Cena 2

Rodrigo continua em casa. Então, de manhã, peguei o telefone para desmarcar um compromisso que tinha à tarde. Escutei a porta da cozinha fechando e ele gritando "estou preso!", mas não dei muita bola porque ele tem essa mania perigosa de se fechar ou de fechar a gente nos lugares.

Só que ele não abria a porta de volta e eu comecei a achar esquisito. Ainda com o telefone na mão e deixando recado na secretária eletrônica, percebi que ele tinha mesmo se trancado na cozinha.

Aí liguei pro Edu, para checar se tinha alguma chave reserva. Não tinha. Tentei ainda fazer o Rô passar as chaves por debaixo da porta, mas as chaves eram muito "gordinhas" e não rolou. Aí o Edu foi tentar ver com os seguros residenciais que temos, mas eles oferecem chaveiro em caso de roubo ou perda das chaves, o que não era o caso. Então fui finalmente chamar um chaveiro.

Enquanto isso, o Rô chamava "mamãe! eu tô aqui". E eu com medo dele mexer em algo perigoso, afinal, ele estava na cozinha...Aí tive a idéia de escrever cartas e bilhetes e ficar passando por baixo da porta, para mantê-lo entretido e por perto. Deu certo.

Até que ele ficou com vontade de fazer xixi: "mamãe, preciso ir no banheiro. Eu quero ir "simbora" para a minha casa...". Ai, que aperto no coração!

Eu lembrei que ele tinha posto o Amigão para lavar, então disse para ele pegar o dito cujo na cesta de roupas, assim o Amigão daria um abraço nele. Ele conseguiu pelo menos se manter calmo, pelos quase 50 minutos que ficou lá dentro.

O Edu chegou praticamente junto com o chaveiro e demorou ainda uns dez minutos para este conseguir abrir, porque o Rô tinha tentado re-encaixar a chave na fechadura e tinha virado de um jeito estranho.

Bom. O importante é que deu tudo certo e ele não se desesperou, né? Tive que fazer um imenso esforço para não me desesperar, porque ficava vendo pelo buraco da fechadura ele passando, meio sem entender direito o que estava acontecendo, com os olhinhos inchados de conjuntivite...

Esses meninos arteiros...

04 agosto, 2008

Cena 1

Eu tentando trabalhar um pouco, Rodrigo do meu lado, na mesa, com folhas de papel verdinho, um monte de lápis e crayons. Aí ele acha o tubo de cola. Aí ele abre o tubo de cola. Aí ele está lambuzando várias folhas com a cola saída do tubo de cola.

Mas ele está com uma cara de feliz...

Agora virou na minha direção mostrando as mãos lambuzadas e disse: "Bu!".

03 agosto, 2008

Inferno Astral

Dizem que o inferno astral nada mais é do que uma chance de reviver um resumão dos acontecimentos do ano que passou a fim de permitir a consolidação das aprendizagens.

Eu, aparentemente, ainda preciso aprender mais um bocadinho a lidar com o inesperado. Ou então, preciso aprender a ter um plano B!

Tenho uma porção de posts pensados e iniciados, mas a vida aqui não está fácil. Prazos que não são cumpridos no trabalho, Rô com conjuntivite (ele tá bem humorado, mas não deve ir à escola por uns dias) e o doutorado criando teia de aranha.

E eu num humor de colocar placa de "Cuidado".

Ou é inferno astral ou é só agosto mesmo. Mas espero que não seja agosto...Com todas as forças do meu corpo...

Depois do ano passado, agosto interminável, este ano mereço pular agosto!

01 agosto, 2008

Início da Semana Mundial de Aleitamento Materno


Muito antes de engravidar, acompanhei de perto as dificuldades que minha irmã - a Mariana - teve para amamentar a Juju. Minha irmã foi mãe adolescente, quando a Ju nasceu ela tinha 16 anos. Mesmo com a pouca idade, a Mari estava convencida da importância da amamentação. Lembro de acordar à noite e vê-la na poltrona, dando de mamar para a Ju, com lágrimas nos olhos por causa das rachaduras.

Nem por isso ela desistiu. Lá em São José dos Campos, ela encontrou o Projeto Casulo, que é dirigido especialmente às mães adolescentes, mas que atende às mães de qualquer idade que precisem de ajuda para amamentar. Foi lá que a Mari conseguiu acertar a pega da Ju (isto é, o jeito com que a boquinha do bebê pega o seio) e parou de ter problemas de fissuras. Ela amamentou a Ju até pouco mais de um ano.

Quando eu engravidei, achava que parto e amamentação eram coisas absolutamente naturais. Santo erro, Batman! Logo depois do Rô nascido, ainda na sala de parto, ele veio pro meu peito mamar. Mas ele não quis muito, não! Ficou me olhando fixamente, ouvindo a minha voz e só dava umas lambidinhas.

Ele ficou em observação (ah, os nascimentos em hospital...) e só veio para o quarto bem cedinho na manhã seguinte. Sempre que ele chorava, eu oferecia o peito, mas ele não conseguia "pegar" e mamar. Nessas vezes, eu chamava as enfermeiras, que tentavam fazer uma "prega" para facilitar a pega dele, mas aí ele mamava uns minutinhos e desencanava.

A descida do leite - o Rô nasceu na quinta e o leite desceu mesmo no sábado - foi um drama. Eu, recém-parida, com os seios doloridos e quentes e o Rodrigo febril por causa da vacina, aí chega uma enfermeira e diz que o Rodrigo está com febre porque eu fechei todas as janelas do quarto e que ele vai precisar tomar Nan porque senão ele vai desidratar. Eu chorava-chorava, tentando fazer compressas frias para aliviar o peito. E chorava-chorava assistindo ele tomar Nan no copinho...

Finalmente chegou o domingo e fomos embora para casa. A pega ainda não tinha ficado acertada e fui orientada a comprar um intermediário de silicone. Comprei, obviamente, porque morria de medo de não conseguir amamentar.

Fomos levando assim, até a primeira consulta na pediatra, quando vimos que ele estava ganhando pouco peso. A pediatra então me acalmou e me disse para tentar tirar o intermediário.

Eu bem que tentei, mas aí via o menino chorando e acabava usando o intermediário...Ele mamava uns 40 minutos em cada peito, não conseguia dormir muito (acho que só dormia de cansaço do esforço de sugar) e eu já estava ficando louca com o pequeno querendo peito o tempo todo. E, claro, não ganhando peso.

A pediatra então me disse para comprar uma concha - assim o bico se faria no próprio peito e seria possível largar o intermediário. Mas eu só consegui mesmo abandonar o intermediário quando minha mãe veio passar uma semana comigo - me ajudando com a casa, a comida e, principalmente, me acalmando, relembrando a história da minha irmã, segurando o Rô durante algumas cólicas...A presença dela foi fundamental para que a amamentação se estabelecesse com tranquilidade. E o Rô gostou da brincadeira - mamava rapidinho (ai, como é gostoso neném pequenininho mamando, ele fecham os olhinhos concentrados...), dormia bem melhor, as cólicas quase acabaram...Tudo de bom.

Hoje o Rô está com 2 anos e 9 meses e mama. Além do início, tão importante, a gente já teve crises ao longo desse tempo todo, claro. Sem a rede de apoio da Materna, não teria passado pelas noites maldormidas, pelos periódicos aumentos da demanda dele por mamar, pela greve de mamar que ele fez (sim, meus amigos, tão achando que bebês não afirmam suas necessidades?). Já contei um pouco sobre essa experiência da amamentação prolongada aqui. Porque era só eu comentar com alguém que o Rô estava acordando muito de noite para alguém vir dizer "é porque ele mama. Para de amamentar que isso passa". Desisti do meu antigo ginecologista porque ele me deu bronca dizendo que depois de um ano era um absurdo continuar amamentando e meu filho ia ter problemas psicológicos de dependência por minha causa...

Não é fácil remar contra a maré, mesmo quando a gente sente - e sabe, já que as evidências em favor da amamentação são várias - que está fazendo o melhor para o nosso filho. Daí a importância fundamental de gente que te escuta, que te provoca a repensar o senso comum, que divide experiências diferentes de maternidade e, principalmente, que te dá mais repertório para escolher.

Fato é que o melhor alimento para o bebê e a criança é o leite materno. Fato também é que - ainda mais hoje em dia - as mulheres precisam ser apoiadas para aumentar as chances de sucesso da amamentação. Os apoios podem ser vários. Sempre me lembro da Analy, contando de sua filha do meio que lhe trazia água todas as vezes em que ela ia dar de mamar ao mais novo...

Apoiar é oferecer um copo d'água, um olhar de compreensão, dividir experiências, ajudar a procurar boas informações...É diminuir as preocupações para que mãe e bebê possam se entender durante os primeiros dias que são de tão delicado reconhecimento...

Para terminar, mais uma vez me inspirando na Thaís, deixo vocês com um vídeo que o Rô e eu adoramos (teve até uns tempos em que ele me pedia para ouvir a música do "Duerme negrito", de tanto que gostava...).



Para quem quiser saber mais:

Matrice - Ação de apoio à amamentação (em São Paulo)
Relatos de amamentação
Amigas do Peito - grupo de apoio (Rio de Janeiro)
Aleitamento.com

Uma lista dos blogs que estão participando pode ser encontrada no Síndrome de Estocolmo.