Mostrando postagens com marcador Buarque: Chico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Buarque: Chico. Mostrar todas as postagens

12 junho, 2011

dia 25

Hoje vamos de novo de Chico Buarque e Telma Costa, cantando as confusões do amor, com sua bagunça de roupas entrelaçadas no armário, de corpos misturados, de enleios de sonhos e esperanças e planos, de fratura com o tempo do relógio e do cotidiano. Tantas desordens. Tanto presente.

Dizer eu te amo é estar assim, enraizado no agora? Sem veículo, sem rumo, sem pernas, sem vergonha. Sem possibilidade de partir.

Chico, então. Na categoria "resta um".

22 maio, 2011

dia 3

Essa é na categoria "música para cantar com a Ana Lucia no ônibus e ouvir de um velhinho que a gente desafina".

Nos idos anos de 1996, 97, num ônibus subindo a Brigadeiro Luiz Antonio, Ana e eu nos esforçávamos para lembrar a letra dessa música. Nossa memória ainda não era tão falha e lacunar como hoje em dia, de modo que puxa dali, larareia dali, fomos cantando a música enquanto o ônibus resfolegava nas duas últimas quadras antes da Paulista. Finalmente, nosso ponto e descemos, ainda cantando. Junto, saltou um velhinho, comentando alguma coisa que já não me lembro direito, mas que tinha o inequívoco sentido de reprovar nossa afinação. A gente deve ter arregalado os olhos e dado risada. Mas parar de cantar a gente não parou não - que vezemquando é bom distrair o ferro do suplício e cantar uma esperança.